Na reta final para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os estudantes do Alto Tietê que vão fazer a prova intensificam a rotina de estudos. Muitos apostam nessa oportunidade para conquistar uma vaga no ensino superior .
O Enem 2025 será aplicado neste domingo (9) e no dia 16 de novembro. O exame é uma das formas de ingressar em universidades públicas e nos programas de auxílio estudantil do ensino superior.
Os candidatos se preparam o ano todo na escola, nos cursinhos pré-vestibular, sozinhos em casa ou até unindo todas essas estratégias.Tudo em busca de uma boa nota no Enem.
Esse é o caso de Sofia Assis, de 19 anos, que mora em Mogi das Cruzes e sonha em passar no curso de medicina. Além do cursinho, ela também estuda em casa de segunda-feira a sábado.
“Esse é o quarto ano que eu faço o Enem. Com o Enem, eu pretendo aplicar em qualquer faculdade pública pelo Brasil. Porém, além dele, eu vou fazer os tradicionais paulistas como a Faculdade de Medicina de Marília (Famema), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de São Paulo (USP)”.
Sofia tem uma rotina intensa de estudos que começa em casa a partir das 7h e segue até as 15h. Já das 15h30 até as 21h, ela está no cursinho. No sábado é dia de fazer simulados do Enem, com provas antigas.
“Agora, nessa reta final, eu estou fazendo revisão dos assuntos mais importantes e muitas questões de provas antigas, tentando não surtar. No domingo, minha mãe exige que eu descanse, então eu acabo descansando”.
No tempo livre, a estudante tenta não pensar em provas e estudos. “Eu costumo ler coisas sem ser de vestibular e assistir alguns desenhos besteirol”, detalhou.
Mas, para Sofia, o apoio da família é fundamental nesse momento. “Então, eu recebo bastante apoio dos meus pais e do meu namorado, eles me ajudam bastante nesse processo”, contou.
Isabella Bateli Peixoto Lautenschlager, de 17 anos, está no terceiro ano do ensino médio. Este ano, ela vai prestar o Enem com o objetivo de conseguir uma vaga no curso de psicologia da Unifesp.
Ao longo de 2025, ela se preparou fazendo um cursinho online, assistindo aulas gravadas sobre assuntos que tinha dúvida e resolvendo questões sobre eles. Tudo para fixar o que aprendeu.
“Eu costumo estudar por cerca de três horas durante a tarde, incluindo estudos para a escola, já que ainda estou no ensino médio. Deixo sábado como um dia de descanso pra mim”, contou Isabella.
Ela contou com a ajuda da tecnologia neste processo. “Também utilizei um assistente artificial para montar uma lista de assuntos a serem priorizados para os vestibulares que farei”.
No entanto, a adolescente destacou que também realiza atividades para relaxar e aliviar a tensão.
Enem sem neura
Segundo Castro, existe um certo consenso de que a reta final de estudos para o Enem ou qualquer vestibular é o momento de consolidar tudo o que foi construído ao longo do ano, mas principalmente, o que o candidato carrega desde o ensino médio e fundamental.
“Agora, não é uma fórmula mágica, o que você não construiu ao longo desses anos, você não vai conseguir milagrosamente dar saltos. O que pode fazer agora é focar em fazer uma revisão sistematizada. Se você estuda por conta, agora é hora de pegar todas as suas anotações e ter um resumo pra relembrar alguns assuntos”, sugeriu.
No entanto, o professor deixou claro que agora não dá para recuperar o tempo perdido. Varar a noite sem dormir para estudar atrapalha muito o processo de aprendizagem e o desempenho na prova. “Agora é focar nesse resumo que você construiu ou deveria construir.”
Outra dica que o professor aconselha é fazer simulados de provas passadas do Enem. Essa é uma forma do candidato ganhar ritmo de prova para o dia.
“Eu recomendo que ele faça simulado e que leia as questões, mesmo aquelas que ele tenha facilidade, responde à questão. Se tem dúvida, faça uma marcação, porque os alunos são muitos ansiosos, eles ficam com dúvida e pensam: ‘depois eu faço’. Aí chega, ele não tem tempo, vai ter que chutar. Os alunos ficam lendo, relendo, e chega no final da prova, ficam sem tempo e chutam”, explicou.
Um dos pontos do Enem mais temidos pelos estudantes é a redação. No dia da prova de humanidades, ela tem o peso de 50%. E por isso, ela é tão importante.
Saúde mental e Enem
A neuropsicóloga Andreza Bento Leone Lara explicou que a ansiedade antes do Enem é natural. O estudante pode encarar isso como uma motivação. Mas, para isso, ele precisa reconhecer que ela é parte do processo e usar essa energia para se organizar.
“Tentar ignorar a ansiedade costuma piorar o quadro e estar ansioso pode demonstrar que o candidato se importa com a prova, uma verdadeira manifestação de comprometimento”.
A psicóloga recomenda que, antes das provas, os candidatos tenham uma rotina estruturada, com horários de estudo, intervalos entre eles e boas noites de sono. Além de simular o dia da prova, acordar no horário programado, se vestir, se alimentar como se estivesse indo para o local do Enem, e resolver um simulado cronometrado.
”Falar sobre o que sente pode aliviar a pressão, pois quanto mais abertamente falamos sobre nossos medos, menos importância eles passam a ter com o tempo, perdendo a força sobre nossos pensamentos”.
Outra recomendação é reduzir o uso das redes sociais, pois é uma forma de evitar o estresse, que causa ansiedade.
Já para o dia anterior ao Enem, Andreza orienta que o estudante deve focar no equilíbrio emocional, no preparo logístico para chegar ao local de prova e descansar, tanto mentalmente como fisicamente.











