Operação monitorou grupo em aplicativo de mensagens que planejava explosões em frente ao MASP; suspeitos portavam materiais para coquetéis molotov e simulacros de armas
Uma operação de inteligência da Polícia Civil de São Paulo, deflagrada na última segunda-feira, impediu a execução de um ataque a bomba planejado para ocorrer na Avenida Paulista, um dos endereços mais simbólicos da capital. A ação resultou na detenção de 12 suspeitos, que foram encaminhados para prestar depoimento. A articulação do atentado ocorria em um grupo fechado na plataforma de mensagens Telegram, e o objetivo, segundo as autoridades, era causar pânico e incitar a violência.
A investigação, conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil, monitorou as atividades do grupo e agiu de forma antecipada para neutralizar a ameaça. Parte dos suspeitos foi detida já nas imediações do local do planejado ataque, no Parque Trianon, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). Um homem de 26 anos foi preso em flagrante no local, portando artefatos que seriam utilizados para a fabricação de explosivos do tipo coquetel molotov. O perfil dos detidos é majoritariamente de jovens, com idades que variam entre 15 e 30 anos. De acordo com a polícia, o grupo não possuía um objetivo concreto para o ato, tratando-o como uma “forma de manifestação”.
O delegado-geral da Polícia Civil, Arthur Dian, explicou que o sucesso da operação foi resultado de uma estratégia que combina monitoramento humano, ferramentas tecnológicas e cooperação com grandes empresas de tecnologia. “Nós temos uma ligação constante com as Big Techs”, afirmou Dian, detalhando que o núcleo recebe informações sobre diversas atividades criminosas. “A informação dessas Big Techs, aliada a essas ferramentas nossas que detectam palavras-chave e a observação efetiva dos nossos policiais (…) nos traz essas informações”.
Apesar das prisões, as autoridades ainda investigam o paradeiro do restante do material que seria empregado no ataque, como granadas de fabricação caseira e outros coquetéis molotov. Um simulacro de arma de fogo também foi encontrado com um dos suspeitos.











