Homem de 53 anos saiu da unidade hospitalar sem autorização médica; familiares alegam falta de assistência e monitoramento por parte da instituição
Um paciente de 53 anos precisou retornar às pressas ao hospital após deixar, sem alta médica, o Hospital Santa Marcelina, onde estava internado em Itaquaquecetuba. Segundo relato do filho, o homem havia passado por duas cirurgias para conter uma hemorragia e estava medicado, psicologicamente abalado e desorientado quando saiu da unidade, mesmo com o estado de saúde considerado frágil e delicado.
De acordo com a família, o paciente se evadiu sozinho do hospital, em situação de vulnerabilidade, e procurou ajuda na rua para conseguir entrar em contato com parentes, a cerca de 4 quilômetros de distância da unidade hospitalar. Ele conseguiu falar com o filho, que o localizou e o levou de volta ao Santa Marcelina. Ainda segundo o familiar, a instituição teria se esquivado da responsabilidade pelo ocorrido.
A família afirma que não houve qualquer comunicação por parte do hospital sobre a evasão do paciente e que não teria sido oferecido monitoramento ou segurança adequados, apesar do quadro clínico delicado. Ao questionar a unidade, relataram ter recebido a seguinte resposta: “não seria possível impedir a saída, pois o hospital não é uma cadeia”.
Após o episódio, o paciente apresentou novo sangramento, que, segundo os familiares, pode ter sido provocado pelo estresse da situação, sendo necessário novo atendimento médico. Ainda conforme o relato, a unidade informou que a internação já havia sido encerrada no momento em que ele retornou.
Os familiares também solicitaram a transferência do paciente para outro hospital com maior estrutura para a continuidade do tratamento, pedido que, até o momento, não teria sido atendido. Atualmente, ele permanece internado e sob sedação no Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba.
A Secretaria Estadual da Saúde declarou: “O Hospital Geral de Itaquaquecetuba informa que o paciente deu entrada na unidade no dia 23 de fevereiro, com alterações na circulação sanguínea e no bombeamento cardíaco, sendo acolhido por equipe médica multidisciplinar. Após estabilização clínica, o paciente realizou endoscopia digestiva alta (EDA) no dia seguinte, com realização de procedimento endoscópico para prevenção dos sangramentos. No domingo (1º), o paciente deixou a unidade após apresentar um episódio agudo de alteração comportamental, durante o qual ameaçou agredir a equipe. Ainda no mesmo dia, retornou ao hospital com novo episódio de hematêmese e quadro de instabilidade hemodinâmica. Atualmente, permanece internado, sob cuidados da equipe médica, recebendo toda a assistência necessária, enquanto aguarda a realização de nova endoscopia digestiva alta. A unidade ressalta que acolherá a família do paciente para informar sobre todos os procedimentos e condutas clínicas adotadas”.
Com informações do HojeDiário.com.











