Vereadores alegam que falta de roçada e iluminação facilita crimes nas proximidades da via; concessionária afirma que contrato prevê limpeza apenas uma vez por ano

Câmara de Arujá | Divulgação/CMA
A Câmara de Arujá informou, na última segunda-feira (2), que vai recorrer à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para alterar o contrato com a concessionária CCR Rio, responsável pelo gerenciamento e manutenção da rodovia Presidente Dutra (BR-116), no trecho Rio–São Paulo. Uma das alegações, segundo o Poder Legislativo, é a falta de segurança na via, ocasionada pela altura da vegetação e pela falta de limpeza no local.
Procurada pela reportagem de O Diário, a CCR informou que o novo contrato firmado com a ANTT prevê mudanças nas diretrizes de manutenção das margens da Presidente Dutra. O modelo, diferente do anterior, prevê a execução deste tipo de serviço apenas uma vez ao ano.
Ainda segundo a concessionária, no acordo anterior, vigente durante a administração da NovaDutra, havia a previsão de roçagem frequente em todo o trecho da via (leia a nota completa mais abaixo).
Outra alegação utilizada pelo Legislativo arujaense é a sensação de insegurança nas proximidades da Dutra. No dia 4 de fevereiro, uma mulher de 30 anos foi vítima de estupro quando retornava do trabalho para casa. Na ocasião, um homem saiu de uma área de mata, a ameaçou com uma faca e cometeu o crime.
Ainda de acordo com relatos da população, o suspeito fugiu em direção à rodovia.
“É de competência da concessionária garantir condições de trafegabilidade, segurança das pistas e margens, incluindo a limpeza e a iluminação do entorno”, informou a Câmara de Arujá.
Uma Moção de Repúdio à CCR, de autoria do vereador Roberto Marques (PSD), foi aprovada pela Câmara. A concessionária foi notificada para prestar esclarecimentos.
“Nos reunimos com os representantes da CCR na última semana e recebemos a informação de que o contrato vigente contempla apenas uma vez ao ano a limpeza e roçagem ampla do perímetro, o que é completamente inviável”, disse
“O grupo entende que é preciso ampliar o escopo de ação, mas precisa da autorização e alteração contratual por parte da agência reguladora para executar o serviço com a frequência necessária. Vamos recorrer à ANTT”, completou o parlamentar.
O que diz a CCR?
“Atualmente, o contrato de concessão estabelece que a roçada da vegetação deve ser realizada em um raio de 4 metros, a partir do término do acostamento, atendendo ao padrão definido para todo o trecho sob responsabilidade da concessionária.
No entanto, atenta às preocupações da população de Arujá acerca do mato alto, a concessionária decidiu antecipar o cronograma inicialmente previsto. Até o final de março o serviço ocorrerá em todo o perímetro da cidade às margens da rodovia”, afirmou a CRR em nota.
A responsável pela via informou, ainda, que segue executando o serviço de roçada vegetal ao longo dos 360 km da rodovia, mesmo diante das dificuldades causadas pelo longo período de chuvas neste início de ano. “O mau tempo tem exigido readequações constantes no planejamento, já que a chuva excessiva reduz as janelas seguras para atuação das equipes”, completou a nota.
Com informações do O Diário de Mogi.











