Justiça de SP suspende PM investigada por morte de Thawanna na Zona Leste

Redação: Lilly Barros | Tempo de leitura: 3 minutos

A Justiça de São Paulo determinou o afastamento imediato da função pública da soldado da Polícia Militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos. A agente é o foco de uma investigação sobre o disparo que tirou a vida de Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, em um episódio ocorrido no início de abril na Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista. A decisão judicial impõe restrições severas, sendo a principal delas a proibição total do porte de arma de fogo pela policial.

Além da suspensão de suas atividades nas ruas, a medida cautelar estabelece que a soldado deve cumprir recolhimento domiciliar obrigatório durante o período noturno, entre 22h e 5h. Ela também está legalmente impedida de estabelecer qualquer tipo de contato com testemunhas do caso ou com familiares da vítima. O magistrado responsável destacou que o processo já reúne indícios suficientes de autoria e provas materiais que sugerem o uso excessivo da força durante a abordagem, confrontando a versão inicial de legítima defesa com relatos de que a vítima teria sido agredida antes do disparo fatal.

O caso gerou forte indignação pública, especialmente após a confirmação de que a policial foi efetivada como soldado apenas duas semanas após a ocorrência. Embora a Secretaria da Segurança Pública tenha esclarecido que a mudança de status foi uma adequação técnica prevista na legislação militar, e não uma promoção por mérito, o cronograma causou controvérsia. No momento, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Corregedoria da PM trabalham em frentes distintas para concluir o inquérito e esclarecer todas as circunstâncias da morte.

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