Investigações apontam falhas em equipamentos, falta de treinamento específico e baixa visibilidade como principais causas do acidente com turistas italianos
Redação: Lilly Barros | Tempo de leitura: 2 minutos
Uma expedição de mergulho recreativo em uma caverna subaquática nas Maldivas resultou na morte de cinco turistas de nacionalidade italiana e de um socorrista local. O acidente acendeu o alerta mundial de autoridades e especialistas em segurança marítima sobre os riscos extremos dessa modalidade esportiva, que exige protocolos rigorosos de sobrevivência e equipamentos duplicados.
De acordo com os relatórios preliminares das equipes de resgate, o grupo acabou ficando preso em uma galeria profunda da caverna após uma súbita mudança nas correntes marítimas locais, o que suspendeu uma grande quantidade de sedimentos do fundo do mar. A perda abrupta de visibilidade bloqueou a visão da linha de vida — o cabo guia utilizado pelos mergulhadores para mapear o caminho de retorno à superfície.
Fatores Investigados
Especialistas em mergulho de caverna explicam que o ambiente confinado não permite a subida direta em caso de emergência, tornando o gerenciamento do estoque de oxigênio o fator mais crítico. As investigações apontam que o grupo utilizava equipamentos comuns de águas abertas, sem os cilindros de reserva obrigatórios para ambientes fechados, e não possuía a certificação avançada necessária para explorar a fenda subaquática.
O socorrista das Maldivas faleceu afogado durante a tentativa de resgate ao tentar localizar as vítimas remanescentes em uma área de visibilidade zero. As autoridades das Maldivas instauraram um inquérito técnico para analisar os computadores de mergulho e os reguladores de pressão recolhidos, visando apurar se houve negligência por parte da operadora de turismo responsável pelo agendamento da atividade.
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