Aparelhagem sofreu pane e afundou durante passeio de moto aquática; buscas pelo condutor entram no quinto dia
Redação: Lilly Barros | Tempo de leitura: 2 minutos
A jovem Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, foi resgatada viva após passar cerca de 42 horas à deriva em alto-mar, no Litoral Norte de São Paulo. Ela havia desaparecido durante um passeio de moto aquática na região da Praia Ponta das Canas, em Ilhabela. O veículo náutico foi localizado flutuando no dia seguinte, a 22 quilômetros do ponto inicial. A sobrevivente foi avistada por tripulantes de um barco pesqueiro nas proximidades da Ilha de Búzios.
O condutor da embarcação, Dheoge Pereira Bernardino, de 28 anos, permanece desaparecido. De acordo com o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), o casal participava de uma confraternização em uma lancha de amigos quando decidiu sair no veículo menor por volta das 16 horas. O Corpo de Bombeiros e a Marinha do Brasil mantêm frentes aéreas e marítimas mobilizadas para cobrir o quadrante marítimo delimitado pelas correntes.
Impactos Econômicos e Consequências Práticas
O acidente mobiliza uma infraestrutura de buscas de alta complexidade, que gera impactos logísticos nos serviços de salvamento marítimo estaduais. Operações de grande porte que envolvem aeronaves, navios-patrulha e botes infláveis demandam centenas de litros de combustível combustível e empenho de servidores dedicados a salvamentos costeiros. Sob o aspecto prático, frentes comerciais de locação de equipamentos náuticos e turismo de lazer na região enfrentam reflexos diretos, com o endurecimento de vistorias técnicas imediatas aplicadas pela Capitania dos Portos em marinas locais.
A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente estrutural. Perícias preliminares investigam se o veículo sofreu uma pane elétrica ou mecânica severa que resultou no adensamento de água e naufrágio da moto náutica. O uso correto do colete salva-vidas por parte de Bruna foi apontado pelos médicos como o fator biológico primordial para que ela resistisse ao desgaste físico, insolação e desidratação no oceano.
Perspectivas Judiciais e Regulamentação Marítima
O episódio reacende discussões técnicas entre juristas de direito marítimo, engenheiros navais e sociólogos sobre os limites de segurança na navegação civil recreativa. Especialistas em segurança náutica sustentam que o avanço de tecnologias de monitoramento por GPS obrigatório em motos aquáticas mitigaria o tempo de resposta em acidentes graves.
Por outro lado, representantes do setor de turismo alegam que a burocratização e o custo elevado de rastreadores por satélite poderiam inviabilizar economicamente pequenas empresas de locação e marinas regionais. Diante da recorrência de panes em embarcações esportivas no litoral, você considera que as autoridades devem tornar obrigatório o uso de chips de rastreamento em tempo real em todas as motos aquáticas ou focar apenas na conscientização sobre o uso de coletes?
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