Operação integrada com o Setor de Posturas remove animais com ferimentos expostos em vias públicas e notifica proprietário por abandono
Redação: Lilly Barros | Tempo de leitura: 3 minutos
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Suzano, em atuação conjunta com os agentes do Setor de Fiscalização de Posturas, deflagrou uma ação de resgate de fauna de grande porte na região norte do município. A operação, realizada na última terça-feira (09/06), culminou na apreensão e remoção de cinco cavalos que se encontravam desabrigados e sem acesso a recursos hídricos em logradouros públicos do bairro Cidade Miguel Badra. De acordo com os relatórios veterinários emitidos durante as capturas, os espécimes apresentavam sinais clínicos de desnutrição severa e lesões cutâneas expostas pelo corpo.
O mapeamento das apreensões envolveu incursões na Rua Olavo Bianchi da Rocha, nas proximidades do Ecoponto local, além de trechos marginais ao Rio Jaguari e na rotatória da Estrada Governador Mário Covas. Os animais foram recolhidos mecanicamente e escoltados até as dependências de um haras credenciado em Suzano, onde passaram por triagem clínica, manejo alimentar e tratamento de feridas. Um morador local foi identificado pelas equipes de fiscalização como o proprietário de parte do rebanho, sendo notificado em flagrante e inserido em processo administrativo para a aplicação de multas pecuniárias baseadas na legislação ambiental vigente.
Consequências Práticas e Impactos Econômicos na Gestão do Manejo de Grandes Animais
A execução de apreensões e a manutenção de animais de grande porte em propriedades conveniadas geram impactos operacionais diretos no fluxo de caixa da Secretaria de Meio Ambiente. O custeio de serviços especializados de guincho e transporte rodoviário, somado às diárias de hospedagem, fornecimento de ração balanceada, medicamentos veterinários e honorários de profissionais de zootecnia, impõe uma carga financeira considerável ao erário. O repasse dessas despesas aos cofres públicos reforça a necessidade de aplicação de multas pesadas aos infratores como forma de ressarcimento e dissuasão do abandono.
Sob a perspectiva corporativa do mercado agropecuário e de serviços veterinários do Alto Tietê, as parcerias entre prefeituras e haras particulares movimentam a economia de micro e pequenas empresas do setor de serviços rurais. Clínicas veterinárias de pequenos animais e distribuidores de insumos agrícolas registram um incremento na comercialização de ferragens, vacinas e rações de alta energia para atender à demanda de reabilitação. Esse ecossistema financeiro terceirizado gera postos de trabalho para cuidadores, tratadores e auxiliares técnicos na zona rural da região, fortalecendo a cadeia de suprimentos veterinários.
Perspectivas Sociológicas e a Tração Animal versus Legislação Urbana
O resgate dos equinos no Miguel Badra recoloca em evidência debates profundos entre sociólogos, sanitaristas e defensores dos direitos dos animais sobre o uso de veículos de tração animal nas periferias urbanas. Correntes analíticas alinhadas ao posicionamento do secretário André Chiang sustentam que a convivência de animais de grande porte soltos nas ruas representa um severo risco de segurança viária e saúde pública, justificando o endurecimento da repressão estatal contra a negligência dos proprietários. Para essa linha interpretativa, a dignidade animal deve se sobrepor a costumes econômicos tradicionais.
Por outro lado, pesquisadores das ciências sociais e planejadores de economia solidária argumentam que a dependência de cavalos para a coleta de materiais recicláveis por carroceiros reflete a falta de alternativas de emprego e renda para as famílias de baixa renda. Sustenta-se que ações puramente punitivas de apreensão retiram o meio de subsistência de famílias vulneráveis sem sanar a vulnerabilidade social crônica das franjas da cidade, sugerindo a criação de programas de substituição por veículos ecológicos motorizados. Diante do resgate em Suzano, como você avalia o cenário: as prefeituras devem proibir totalmente a presença de cavalos na área urbana com fiscalização rígida ou o foco deve ser a criação de cooperativas para cadastrar e dar assistência veterinária gratuita aos animais dos trabalhadores de baixa renda?
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