Greve da CPTM é suspensa após assembleia e linhas devem operar normalmente

Foto: Divulgação / CPTM

Ferroviários decidem aceitar acordo do TRT em votação apertada; protesto contra privatização continua

A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que estava prevista para esta quarta-feira (26), foi suspensa após uma votação apertada em assembleia na noite desta terça-feira (25). Com 24 votos contra a paralisação e 23 a favor, além de quatro abstenções, os trabalhadores decidiram aceitar a proposta apresentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A decisão evita a interrupção das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que agora devem operar normalmente nesta quarta-feira (26).

A principal reivindicação dos funcionários é contra o plano de privatização das linhas da CPTM pelo Governo de São Paulo. Embora a greve tenha sido descartada, os ferroviários continuarão com protestos simbólicos, como o uso de uniformes pretos no trabalho. Além disso, o sindicato aguarda uma resposta do governo até sexta-feira (28) sobre a garantia dos empregos com a concessão das linhas à iniciativa privada.

Votação acirrada e impacto da decisão

A assembleia foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB), entidade que representa parte dos funcionários da CPTM. A votação refletiu um cenário dividido entre os trabalhadores, com uma diferença de apenas um voto decidindo pelo cancelamento da greve.

Caso a paralisação tivesse sido aprovada, a audiência no TRT, que estava agendada para a noite de terça-feira (25), teria ocorrido para discutir os impactos do movimento e possíveis medidas a serem tomadas.

Apesar da suspensão da greve, a insatisfação dos ferroviários segue evidente, e a categoria mantém a pressão para que o governo apresente garantias formais sobre a manutenção dos empregos após a concessão das linhas à iniciativa privada.

Entenda o protesto contra a privatização

Os ferroviários alegam que a privatização das linhas da CPTM pode resultar em demissões em massa e na perda de direitos trabalhistas. A categoria também questiona se a medida trará melhorias para os usuários, já que experiências anteriores com concessões no transporte público paulista geraram reclamações sobre aumento de tarifas e redução na qualidade do serviço.

Por outro lado, o governo estadual argumenta que a privatização é necessária para modernizar o sistema ferroviário e atrair investimentos. A proposta prevê que as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade sejam concedidas à iniciativa privada, seguindo o modelo adotado para algumas linhas do Metrô de São Paulo e da ViaMobilidade, que opera a Linha 8-Diamante e a Linha 9-Esmeralda.

O que muda para os passageiros?

Com a suspensão da greve, os passageiros que utilizam as linhas 11, 12 e 13 não terão suas rotinas afetadas nesta quarta-feira (26). Os trens devem operar normalmente, sem interrupções.

No entanto, os usuários podem notar a manifestação simbólica dos ferroviários, que trabalharão vestindo preto em protesto contra a privatização.

Além disso, o impasse entre os trabalhadores e o governo segue sem uma solução definitiva, e novas mobilizações não estão descartadas caso as negociações não avancem nos próximos dias.

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