Defesa contesta os fundamentos da decisão e anuncia que entrará com pedido de habeas corpus; ex-servidor segue à disposição da Justiça
A Justiça converteu a prisão temporária em prisão preventiva de Uelton de Souza Almeida, ex-secretário adjunto de Segurança de Arujá, acusado de matar o Guarda Civil Municipal (GCM) Nelson Caetano de Lima Neto, que atuava em Mogi das Cruzes.
Em nota, o advogado Eugênio Malavasi, responsável pelo caso, afirmou: “A defesa discorda dos fundamentos que embasaram a decretação da prisão preventiva e irá impetrar habeas corpus visando à garantia da liberdade de Uelton de Souza Almeida”.
Na decisão, o juiz Guilherme Lopes Alves Pereira apontou “a gravidade concreta do crime, o emprego de extrema violência, a premeditação e o risco à ordem pública” como fundamentos para manter o acusado preso.
O crime
De acordo com os autos, o crime ocorreu na noite de 24 de dezembro de 2025, dentro de uma residência localizada na Alameda Pôr do Sol, no Jardim Arujá. A vítima teria sido atingida por disparos de arma de fogo pelas costas e na cabeça.
Ainda segundo o processo, o homicídio teria ocorrido na presença de familiares, incluindo quatro crianças, duas delas diagnosticadas com transtorno do espectro autista, e uma idosa de 82 anos.
Nelson Caetano de Lima Neto era o atual companheiro da ex-esposa de Uelton de Souza Almeida, conforme consta nos autos do processo. Segundo a decisão judicial, o relacionamento entre a vítima e a namorada era conhecido pela família e já durava cinco anos, sem registros de conflitos anteriores.
Embora não mantivessem mais um relacionamento conjugal, Uelton e a ex-esposa residiam no mesmo imóvel, em áreas distintas: o ex-secretário morava na parte superior da casa, enquanto ela ocupava a parte inferior.
Ainda conforme o magistrado, após o crime, o investigado acionou a Guarda Civil Municipal alegando que sua residência havia sido invadida. No local, foram apreendidas duas armas de fogo. A ocorrência foi registrada como homicídio, e foram requisitados exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).
Vida pública
A Prefeitura de Arujá informou que Uelton de Souza Almeida havia sido exonerado do cargo que ocupava no Executivo municipal.
O ex-secretário também era vereador na Câmara Municipal de Arujá. Ele se licenciou em fevereiro de 2025, quando assumiu o posto no Executivo. Filiado ao partido União Brasil, Almeida foi eleito como o segundo parlamentar mais votado da história do município.
Com informações do O Diário de Mogi.











