O Procon de Mogi das Cruzes notificou nesta segunda-feira (3) a Concessionária Novo Litoral (CNL), responsável pela administração da Mogi-Dutra, para prestar esclarecimentos sobre a cobrança do pedágio na rodovia. Desde o início do funcionamento do free flow na via, usuários que deveriam ter isenção ou desconto no pórtico P2, localizado no trecho de Mogi das Cruzes, têm denunciado cobranças indevidas.
Antes do início do funcionamento, a CNL havia informado que os deslocamentos dentro da cidade não seriam cobrados e que os carros que vão e voltam para o distrito do Taboão pela Mogi-Dutra teriam isenção no pedágio. Os motoristas, porém, estão sendo cobrados.
Por meio de nota, a concessionária voltou a afirmar que moradores do Taboão estão isentos da cobrança para o pórtico P2.
Renata Maria Antônio da Silva, moradora do Taboão, contou que trabalha diariamente em Mogi das Cruzes, no Centro Cívico, e que não foi isentada da tarifa. Ela disse que teve R$ 1,99 cobrados na segunda-feira, quando saiu do distrito. A cobrança aconteceu mesmo com a passagem do veículo pelo controle de acesso, equipamento que seria responsável por isentar os motoristas que passam pelo trecho.
Um equipamento desse também controla o acesso pela Estrada da Pedreira, abrangendo bairros como Itapeti, Jardim Piatã 1 e 2 e Parque Novo Horizonte, região que inclui condomínios como o Aruã.
Nesse caso, quem circula pela Estrada da Pedreira não tem isenção, mas a CNL informou que esses motoristas receberiam um desconto de 70% no pórtico P2, reduzindo a tarifa de R$ 1,99 para R$ 0,57.
Não foi o que aconteceu com Robson Ribeiro Lima, que mora no Aruã. Ele utilizou a Estrada da Pedreira para acessar a Mogi-Dutra e ir para São Paulo pela Rodovia Ayrton Senna. Na ida à capital, o desconto foi correto e ele pagou R$ 0,54 por ter mais 5% de desconto por utilizar uma TAG no veículo dele.
Na volta, porém, o motorista recebeu duas cobranças ao passar pelo pórtico P2, sendo uma de R$ 0,54, que está correta e com os descontos, e outra de R$ 1,89, que seria o valor integral do pedágio para quem utiliza a TAG, mas não utiliza a Estrada da Pedreira, via que foi usada para que ele voltasse ao Aruã.











