Crime aconteceu na noite desta quarta-feira (4) após a vítima descer do ônibus; o caso foi registrado na delegacia da cidade e a polícia investiga o paradeiro do criminoso
A Prefeitura de Arujá informou que a vítima deu entrada na unidade de saúde com relato de violência sexual e foi acolhida pela equipe multiprofissional. Foram adotadas todas as medidas previstas em norma, incluindo avaliação clínica, apoio psicossocial e os encaminhamentos necessários (confira a nota completa abaixo).
O local por onde a vítima passa para chegar ao bairro, possui mato alto, não tem iluminação e nem segurança. Casos de estupro são recorrentes na região.
“A gente é vizinha. Tem dias que o motorista do ônibus deixa ela no ponto, que fica próximo à passarela, que é mais longe. Nesse dia, ela liga pra gente e vamos buscá-la. Quando é o outro motorista que deixa ela um pouco antes do ponto, mais perto do caminho para entrar no bairro, a gente não busca”.
No dia do crime, a vítima teria descido antes do ponto, mais próximo da área que acessa para chegar em casa. Por isso, não avisou a prima.
“Ontem [quarta-feira] eu não consegui buscar e foi quando aconteceu. Todos os dias, ela chega no mesmo horário. Ela vem sempre com uma colega de trabalho, só que essa colega de trabalho voltou pra casa mais cedo e ela [vítima] ficou no serviço até o horário normal”.
Ela disse que, na hora em que a prima foi abordada, recebeu uma ligação dela.
“Ela me ligou e eu ouvi ela falando: ‘não, não, moço!’. Foi quando deduzi que alguém tinha pegado ela”.
O caso foi registrado como estupro na Delegacia da Mulher (DDM) de Arujá. De acordo com a prima, a polícia informou que vai investigar o caso.
“Porque já tinha acontecido outras vezes. A polícia mostrou alguns suspeitos, porém, não era nenhum deles”, explicou.
O que diz a Prefeitura
Confira na íntegra a nota da Prefeitura de Arujá:
“A paciente deu entrada na unidade de saúde com relato de violência sexual. Diante da situação, foi acolhida pela equipe multiprofissional, com atendimento humanizado e sigiloso, conforme os protocolos assistenciais vigentes.
Foram adotadas todas as medidas previstas em norma, incluindo avaliação clínica, apoio psicossocial e os encaminhamentos necessários. A paciente foi referenciada para o serviço especializado Pérola Byington, unidade de referência para o atendimento integral a pessoas em situação de violência sexual.
A instituição reforça seu compromisso com o cuidado ético, o respeito à dignidade da pessoa atendida e a proteção de seus direitos, ressaltando que informações adicionais não podem ser divulgadas em respeito ao sigilo e à privacidade da paciente.”











