Com mais de 1,2 mil bailarinos e 153 coreografias, o festival superou os índices do ano passado e descentralizou apresentações devido a reformas no Teatro Municipal.
A 6ª Mostra de Dança de Suzano encerrou oficialmente a sua programação anual consolidando uma marca histórica de participação popular e reafirmando a relevância do cenário artístico da região do Alto Tietê. Organizado e promovido pela Secretaria Municipal de Cultura ao longo de todo o mês de maio, o festival mobilizou um público recorde de 11.775 espectadores, superando o índice de 10,7 mil participantes registrado na edição de 2025.
O cronograma de atividades estendeu-se por 16 dias e utilizou 15 espaços públicos descentralizados e distribuídos por diferentes bairros do município. A estratégia foi adotada pela administração pública com o objetivo de democratizar o acesso às manifestações artísticas e aproximar a população de variadas vertentes e linguagens da dança contemporânea e clássica.
A cerimônia e as apresentações de encerramento ocorreram no último domingo (31), no Parque Municipal de Conservação Ambiental Professora Bianca Carla Nunes da Silva — popularmente conhecido como Parque do Mirante. O local concentrou cerca de 3,5 mil visitantes em um único dia de evento, oferecendo aulas abertas conduzidas por profissionais de expressão nacional, apresentações dos grupos cadastrados e uma feira de artesanato regional gerida em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego.
Ocupação de parques urbanos e complexos esportivos
Diante do fechamento temporário do Teatro Municipal Dr. Armando de Ré — tradicional palco de abertura das edições anteriores que passa por intervenções de reforma estrutural —, a diretoria de Cultura organizou um circuito de exibições em ambientes abertos e arenas esportivas da cidade:
- Parque Municipal Max Feffer: Localizado no bairro Jardim Imperador, o complexo ecológico recebeu um contingente de 2,2 mil pessoas. O espaço sediou a iniciativa inclusiva “Dança Para Todos” e o espetáculo autoral “Rastro”, encenado pela TF Cia. de Dança, em uma cooperação cultural firmada com o Sesc Mogi das Cruzes.
- Complexo Poliesportivo Paulo Portela: O ginásio central, conhecido popularmente como Portelão, registrou a circulação de 2,1 mil torcedores da arte durante os três primeiros dias de competições e exibições coletivas.
- Circuitos Escolares e Praças: O festival estendeu suas ações até as salas de aula da rede municipal de ensino, alcançando cerca de mil espectadores entre alunos e educadores. Simultaneamente, as feiras de economia criativa e artesanato montadas na Praça dos Expedicionários atraíram 1,4 mil visitantes adicionais.
Indicadores técnicos e valorização dos artistas locais
Ao todo, a 6ª Mostra de Dança de Suzano contabilizou a execução técnica de 153 coreografias exclusivas divididas em 32 espetáculos e apresentações distintas. Os palcos montados receberam o contingente de 1.293 bailarinos inscritos no projeto de fomento.
O corpo artístico do evento foi composto por 22 grupos independentes, coletivos autônomos e academias privadas sediadas no município, somados ao suporte de oito núcleos de formação continuada mantidos pela municipalidade, como o programa Profart e o Projeto Dançar, além do convite estendido a duas companhias especiais do estado.
A diretora da Secretaria Municipal de Cultura, Márcia Belarmino, avaliou que a reestruturação geográfica gerou impactos sociais positivos. “O que mais se destacou foi a descentralização, com a mostra saindo da região central e levando a dança para diferentes regiões fortalece o pertencimento e amplia o acesso à arte”, pontuou.
O secretário municipal da pasta, José Luiz Spitti, referendou a expansão dos indicadores da festividade. “A Mostra de Dança vem crescendo a cada edição e os números deste ano demonstram essa força em Suzano e o envolvimento do público com a programação. Ampliamos o número de participantes e buscamos a valorização dos nossos artistas. Esse resultado reforça que investir em cultura é investir em pertencimento, formação e qualidade de vida”, concluiu o chefe do setor cultural de Suzano.











