SECRETARIA DE TRABALHO E MOBILIDADE URBANA DE SUZANO IMPLANTA SISTEMA BINÁRIO NO JARDIM DOS IPÊS

Alamedas Cunha Bueno e Armando Alcântara passam a operar em sentido único de direção e avenida Roberto Simonsen ganha novos conjuntos semafóricos
Redação: Lilly Barros | Tempo de leitura: 3 minutos
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Foto divulgação
O redimensionamento de malhas viárias e a instalação de sinalização vertical e horizontal geram desdobramentos operacionais e financeiros diretos no orçamento de custeio viário de Suzano. A compra de tintas de demarcação asfáltica de alta resistência, placas refletivas de regulamentação e controladores eletrônicos para os novos conjuntos semafóricos demanda o empenho programado de verbas da pasta de trânsito. Contudo, a redução estatística no índice de colisões laterais e atropelamentos nesse novo eixo minimiza os custos públicos secundários com equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e atendimento emergencial em prontos-socorros da rede SUS.
Sob a perspectiva corporativa do mercado imobiliário e do varejo lojista instalado no Jardim dos Ipês e no Jardim Márcia, a maior fluidez no tráfego atua como um forte indutor de valorização de ativos urbanos. Ruas organizadas por sistemas binários eliminam gargalos de trânsito em horários de pico, facilitando o acesso de consumidores a micro e pequenas empresas locais, como postos de combustíveis, oficinas e autopeças. Esse cenário de alta mobilidade atrai o interesse de construtoras para o lançamento de novos empreendimentos residenciais de médio padrão, movimentando contratos de incorporação e gerando postos de trabalho diretos na construção civil regional.
Perspectivas Sociológicas e a Adaptação Comunitária à Engenharia de Tráfego
A conversão de ruas residenciais tradicionais em vias de fluxo rápido e sentido único reacende debates profundos entre sociólogos, engenheiros de tráfego e urbanistas sobre o impacto da velocidade automotiva no cotidiano dos bairros. Correntes analíticas voltadas à engenharia de tráfego, alinhadas ao posicionamento do secretário Claudinei Galo, sustentam que a organização mecânica das pistas é uma exigência técnica inevitável para acompanhar a expansão demográfica das cidades, garantindo segurança a motoristas e pedestres através de cruzamentos controlados. Para essa linha interpretativa, a fluidez viária melhora a qualidade de vida coletiva.
Por outro lado, pesquisadores das ciências sociais e planejadores de cidades voltadas a pedestres alertam que a transformação de alamedas calmas em eixos de escoamento de tráfego pesado pode romper a convivência comunitária e isolar os moradores de suas calçadas habituais. Argumenta-se que o foco excessivo na velocidade dos automóveis muitas vezes negligencia a instalação de lombadas físicas e faixas de pedestres elevadas para proteger crianças e idosos que residem no quarteirão modificado. Diante das mudanças viárias em Suzano, como você avalia o cenário: as secretarias de Trânsito devem focar o orçamento na criação de binários e rotatórias para dar velocidade ao fluxo de carros ou as verbas devem priorizar calçadas mais largas e ciclovias para proteger quem anda a pé nos bairros?
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