PARQUE MAX FEFFER RECEBE EDIÇÃO DO FESTIVAL ROCK NO PARQUE COM ATRAÇÕES DE HEAVY METAL NESTE DOMINGO

Crédito das fotos: Luana Bergamini/Secop Suzano


Evento gratuito no Pavilhão Zumbi dos Palmares reúne vertentes do metal autoral e bandas tributo a clássicos mundiais como Iron Maiden e Helloween

Redação: Lilly Barros | Tempo de leitura: 3 minutos

A Secretaria Municipal de Cultura de Suzano estruturou uma operação de fomento à difusão musical com a realização de mais uma edição do programa “Rock no Parque”. A atividade cultural de acesso livre ocorrerá neste domingo (14/06), ocupando as dependências do Pavilhão de Cultura Afro-Brasileira Zumbi dos Palmares, inserido no perímetro do Parque Municipal Max Feffer, a partir das 13 horas. O circuito artístico centralizará a vertente do heavy metal, combinando exibições de bandas com repertório próprio consolidadas no Alto Tietê e conjuntos especializados em reproduzir clássicos do cenário internacional.

O cronograma de exibições do festival de contracultura abre com o show da banda suzanense Haunter, fundada em 2012 e associada ao subgênero speed metal, trazendo no portfólio o álbum recente “Tales Of The Seven Seas”. Na sequência, o palco receberá a performance da banda Argna, focada em reproduzir o legado técnico do Angra, expoente do metal nacional. O bloco de encerramento contará com as apresentações de Prowler, com releituras do repertório clássico dos britânicos do Iron Maiden, e da banda Steel Tormentor, coletivo com uma década de estrada especializado em revisitar as diferentes fases da discografia dos alemães do Helloween.

Consequências Práticas e Impactos Econômicos no Circuito de Eventos Públicos

A realização de festivais temáticos gratuitos dentro de parques urbanos gera impactos financeiros diretos no orçamento de custeio da Secretaria de Cultura e na cadeia de prestação de serviços logísticos locais. A montagem de estruturas de palco adequadas para a equalização de alta potência, contratação de técnicos de som especializados, equipes de segurança civil e brigadistas exigem um controle rigoroso do caixa da pasta. A consolidação dessas arenas culturais abertas valida a aplicação das verbas do Fundo Municipal de Cultura e justifica o uso social de equipamentos públicos de lazer.

Sob a perspectiva corporativa do mercado fonográfico independente e do varejo especializado da região, a movimentação de milhares de fãs do gênero musical reaquece o faturamento de micro e pequenas empresas de Suzano. Lojas de vestuário de rock, estúdios de ensaio, pequenos fornecedores de instrumentos e comércios de conveniência no entorno do Jardim Imperador registram um incremento em suas vendas operacionais nos finais de semana de festival. Esse aquecimento injeta capital direto na economia de serviços e gera renda alternativa para trabalhadores informais cadastrados na feira gastronômica do parque.

Perspectivas Sociológicas e a Ocupação Cultural de Espaços de Convivência

A destinação de um pavilhão de cultura afro-brasileira para a execução de shows de heavy metal reacende debates profundos entre sociólogos, gestores de patrimônio e antropólogos urbanos sobre a hibridização e o uso compartilhado dos aparelhos estatais. Correntes analíticas alinhadas ao posicionamento do secretário de Cultura, José Luiz Spitti, defendem que a ocupação democrática dos parques por variadas tribos urbanas e faixas etárias oxigena a vida pública, transformando a praça em uma arena de tolerância e convivência cidadã. Para essa linha interpretativa, a arte é o principal mecanismo de coesão comunitária.

Por outro lado, pesquisadores de preservação histórica e críticos da descentralização cultural ponderam se eventos com alto índice de poluição sonora não deveriam contar com arenas acústicas isoladas e exclusivas, evitando o choque de programações com as demais atividades de lazer familiar do parque. Discute-se se o fomento a subgêneros de nicho não deveria vir acompanhado de editais permanentes para a formação musical continuada de jovens nas periferias ao longo do ano civil. Diante do festival planejado no Max Feffer, como você avalia o cenário: as prefeituras devem priorizar o orçamento na realização de grandes shows gratuitos em parques centrais para atrair públicos diversos ou as verbas devem focar na criação de oficinas de música contínuas nos bairros distantes?

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