Evento gratuito “Mirante in Cena” reúne 22 grupos, oficinas do Profart, feira de artesanato e nomes da dança nacional
Redação: Lilly Barros | Tempo de leitura: 2 minutos
O Parque Municipal de Conservação Ambiental Professora Bianca Carla Nunes da Silva, o Parque do Mirante, sedia neste domingo (31/05) o encerramento da 6ª Mostra de Dança de Suzano. Intitulada “Mirante in Cena”, a programação especial promovida pela Secretaria Municipal de Cultura ocorrerá das 9h30 às 17h30, no bairro do Sesc. O evento descentralizado reunirá oficinas interativas, feira de artesanato e a apresentação de 22 grupos e escolas que integraram o circuito cultural ao longo do mês.
O cronograma de formação artística terá início pela manhã com aulas abertas de ritmos e danças urbanas. Os workshops serão conduzidos por profissionais renomados da indústria coreográfica, como Evandro Hegel e Flávia Lima, dançarina que integra projetos oficiais da cantora Gloria Groove. Em paralelo, o público poderá conferir exibições de circo e desenho do Programa de Formação Artística (Profart), uma exposição histórica itinerante do Casarão da Memória e uma feira de economia criativa desenvolvida em cooperação com a pasta de Desenvolvimento Econômico.
Consequências Práticas e Impactos Econômicos na Cultura
A promoção de festivais multiculturais descentralizados em parques públicos gera reflexos práticos imediatos na economia de bairros periféricos e no faturamento de micro e pequenas empresas regionais. Dados do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontam que eventos que integram feiras de artesanato e praças de alimentação itinerantes funcionam como incubadoras de negócios para microempreendedores individuais (MEIs) locais, gerando renda direta para artesãos, costureiros de figurinos, professores de dança e autônomos do setor de transportes e alimentação.
Sob a perspectiva da gestão urbana, a ocupação cultural do Parque do Mirante, situado na avenida Katsutoshi Naito, 957, valoriza o patrimônio ambiental da cidade e estimula o turismo intraurbano. Contudo, a realização de atividades de grande público em áreas de conservação exige das secretarias municipais um plano de manejo de resíduos e monitoramento de fluxo de veículos, garantindo que o impacto sonoro e a circulação de pedestres não degradem a infraestrutura e a fauna nativa do parque ecológico.
Perspectivas Sociológicas e a Descentralização Artística
A aplicação de políticas públicas voltadas à descentralização de mostras artísticas divide opiniões entre sociólogos, gestores de cultura e críticos de arte contemporânea. Defensores da democratização cultural, como os diretores municipais Márcia Belarmino e José Luiz Spitti, sustentam que levar espetáculos de companhias renomadas para fora do eixo central fortalece o sentimento de pertencimento social, estimula a sensibilidade lúdica de jovens em vulnerabilidade e cumpre o direito constitucional de acesso à arte em todos os territórios.
Por outro lado, especialistas em planejamento governamental debatem se o fomento a eventos efêmeros e festivais sazonais é o modelo mais sustentável para o desenvolvimento social de longo prazo. Correntes analíticas defendem que, em vez de investir em mostras itinerantes, o município deveria priorizar a construção de centros culturais fixos com manutenção contínua e a contratação de corpos artísticos permanentes nas periferias. Diante das ações da Mostra de Dança em Suzano, como você avalia: eventos itinerantes em parques são eficazes para democratizar a cultura ou a prefeitura deveria focar na construção de teatros fixos nos bairros distantes?
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