Pré-candidato do PSD recuou de cobrança inicial e pregou foco no antipetismo após críticas do clã Bolsonaro ao ex-governador Romeu Zema
Redação: Lilly Barros | Tempo de leitura: 2 minutos
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), modulou o discurso e defendeu publicamente a união do campo de centro-direita. A declaração ocorre em meio à crise desencadeada pelo vazamento de áudios do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobrando R$ 134 milhões do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Inicialmente, Caiado havia cobrado transparência e afirmado que o senador “deve responder aos questionamentos”. Contudo, após uma forte reação dos filhos de Jair Bolsonaro contra críticos do episódio, o político goiano mudou o tom para evitar o esfacelamento do bloco conservador. “Nós precisamos, mais do que nunca, fazer com que a centro-direita brasileira não se divida, não rompa essa unidade para que possamos derrotar o PT e o Lula nas urnas”, declarou.
Racha na direita
A mudança de postura de Caiado busca conter a lavagem de roupa suja na oposição. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), subiu o tom e classificou a atitude de Flávio Bolsonaro como “imperdoável” e um “tapa na cara dos brasileiros”.
A fala de Zema gerou forte contra-ataque do clã Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro chamou o mineiro de “oportunista” por se aproveitar de uma “acusação sem fundamentos”, enquanto Carlos Bolsonaro afirmou que o ex-governador “passou de todos os limites”.
Em seu recuo estratégico, Caiado defendeu que “falhas de ordem pessoal devem ser tratadas por cada um que venha ser denunciado”, argumentando que o foco principal da oposição não pode ser alterado.











